Inteligentinhos

O “causo”: O que é ser inteligente?

Fausto Mefisto, reconhecido artista plástico, considerado o melhor pintor desta era, fala sobre a política econômica do Brasil, criticando os incentivos à indústria de alta tecnologia, propostos pelo atual governo.

Pois bem, baseado na alegoria no parágrafo anterior, pergunto: Qual a relevância da opinião de Fausto, artista plástico, sobre a política de incentivos econômicos do país? Inverto a questão: Qual a relevância da opinião do atual presidente sobre a música sertaneja?

E, leia com atenção: Não questiono o direito de as pessoas exporem sua opinião sobre qualquer assunto. Minha proposta é que o leitor avalie a relevância daquela opinião.

Trago outro prisma: Qual a relevância da opinião de Zequinha, 6 anos, sobre a injeção Benzetacil que o dr. João receitou para tratar a garganta inflamada?

Percebeu?

Pois bem, isso é inteligência, saber usar seus conhecimentos para interagir com o ambiente.

Trago mais elementos importantes:

Este site tem na tela de abertura “Para que serve teu conhecimento?”, que merece uma postagem para explicar cada elemento, prometo que um dia faço, por ora respondo resumidamente a questão:

Conhecimento nos dá poder para controlar o ambiente.

Mas como assim? Pergunta o jovem padawan. Simples: vamos imaginar uma situação corriqueira, tomar banho. Eis que tu chegas ao seu destino na viagem, cansado, vais ao banho e se depara com esse chuveiro:

São 6 registros… Como ligo esta bagaça? Percebes? Sua falta de conhecimento não te dá poder sobre o ambiente, mas, sabe que chuveiro é feito para sair água quente, tem uma noção geral de como deve funcionar a coisa, então, começa abrindo um dos registros… mas fora da água, vá que saia água quente demais, não é?

Percebeu o mote?

Sua falta de conhecimento de como funciona esse chuveiro específico te impede, logo de cara, de usá-lo bem. Seu conhecimento básico de como um chuveiro deve funcionar te faz ter cautela de experimentar os registros sem correr o risco de se queimar. Penso que em poucos minutos saberá usar bem o complicado chuveiro do hotel.

Então, retomamos nosso personagem inicial, Fausto Mefisto. Fausto na pintura de telas é exímio, domina as técnicas e tem o talento. Já na economia é como se estivesse pela primeira vez diante do chuveiro, porém, sem nunca o ter experimentado, vai opinar, dizendo qual dos registros abrir, sendo que é tu que está ali embaixo e pode se queimar ou tomar uma ducha gelada!

Eis a avaliação que proponho: Qual a relevância da opinião que estou ouvindo? Qual o conhecimento do tema tem o opinador? Qual sua vivência no tema?

logo, eis os objetivos destes textos marcados como “inteligentinhos”: Colecionar questionamentos e ferramentas para pôr à prova falas e opiniões, nos levando o mais próximo possível da verdade.

Então, finalizo este primeiro texto da série com o magistral ensinamento do et Bilú: Busquem conhecimento!


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